My bad… Terça-feira, Mai 13 2008 

Trechos do último capítulo:

É claro que a história toda pode não passar de um engodo, uma falácia para chamar a atenção.

Se não sabemos nem se a história é verdadeira, como podemos avaliar a dimensão exata a atitude que pretendemos tomar.

Pois é, galera. Parece que não é bem por aí.

Mas, também, foda-se! Se os jornalistas, que deveriam ter compromisso com a divulgação da verdade, não têm respeito e nunca checam suas fontes para saber exatamente qual é a verdade (veja isso), imagina se eu, humano que sou, vou fazer isso.

O problema é que, como disse um dos comentaristas do texto do Marco Aurélio, toda história tem sempre três versões: a de um lado; a do outro lado; e a verdade.

Burrice minha se não verifiquei antes a veracidade dos fatos. Por conta disso, estou, com efeitos ex nunc, revogando a ordem para o boicote à Livraria Cultura. Considerem-se livres para voltar a comprar livros por lá. Aproveitem a (geralmente) boa educação dos atendentes (são raros os exemplares dessa espécie com tal característica) e leiam o que lhes for recomendado. Em geral é coisa de boa qualidade.

De um coisa eu tenho certeza: ninguém se preocupou, de imediato, com a versão da Livraria. Isso porque é bem mais comum a todos acreditar que o dono capitalista de uma mega-empresa é um monstro insensível do que acreditar que o pobrecito, humilde e doentinho (tá, eu sei que câncer não é uma “doencinha”) funcionário é quem estava dando golpes e denegrindo a imagem de uma empresa que tem a imagem de só recrutar bons funcionários, pessoas que saibam tratar bem um cliente.

Enfim, fica aí a dica para qualquer um que pretenda divulgar qualquer notícia: verifique antes se a história que você pretende espalhar aos quatro ventos tem procedência, ou você corre o risco pagar um micão, como esse de ter que se desculpar publicamente por sua leviandade.

Denúncia. Sábado, Mai 10 2008 

Atendendo a um pedido, venho postar aqui uma notícia que, sendo verdadeira, é realmente alarmante.

Antes que me acusem de defensor dos Direitos Humanos, digo que não o sou. Não faço isso porque tenho algum sentimento nobre em relação a qualquer humano ou que tenha sentido pena do sujeito da história. Não é esse o caso, tampouco.

O fato é que existe uma estratégia de guerra muito antiga que consiste na seguinte frase: “o inimigo de meu inimigo, meu amigo é”. Eu concordo plenamente, pois se não gosto de seres humanos, menos ainda das atrocidades que os mesmos cometem uns contra os outros em nome do capitalismo. Isso quer dizer que o capitalismo é meu inimigo. Não tenho amores por humanos, mas não os considero inimigos (não considero repórteres e jornalistas sanguessugas humanos, portanto eles são meus inimigos sim).

O que faço aqui é a aplicação da máxima já revelada: me junto um humano que tem no capitalismo uma coisa em comum comigo, ou seja, um inimigo. Se nós somos inimigos desse sistema, nada mais justo que unamos nossas forças. Claro que as armas de que dispomos são poucas e não tão potentes assim. Entretanto, cada um luta com as armas que tem. Assim sendo, não posso deixar de realizar tão divertida tarefa: a tarefa de denunciar pilantras que não têm escrúpulos e matam (ou deixam morrer, o que, para mim, é o mesmo) seres seus iguais que não possuem a mesma condição e nem armas o suficiente para lutar de igual para igual. Covardes, é como chamam aqui na minha terra as pessoas que, se aproveitando de uma vantagem qualquer, maltratam aqueles que são considerados seus inferiores.

Já expliquei muito e ainda não falei do motivo que nos traz aqui hoje. Cliquem, por favor, neste link e leiam do que se trata por suas próprias telas. É claro que a história toda pode não passar de um engodo, uma falácia para chamar a atenção. Ocorre que não me interessa se é verdade ou não. O fato é que gosto de teorias da conspiração e não duvido de mais nada que me digam ter vindo de um ser humano. Como dizia um cara que não sei quem é (isso porque li a frase em algum blog e não sei nem qual é): sempre espero o pior do ser humano e raramente me decepciono. Eu também penso assim.

Leiam, também, o primeiro link do presente post e vamos ao boicote.

“Ah, mas um boicote vai ajudar, tio?”

Pode ser que sim, pode ser que não e também pode ser que talvez… Se não sabemos nem se a história é verdadeira, como podemos avaliar a dimensão exata a atitude que pretendemos tomar. Talvez o dono da Livraria Cultura apenas demita mais alguns empregados para suprir a queda na arrecadação. Ou talvez não. Talvez o boicote realmente ajude alguém.

Como diria Chico Buarque, na música Bom Conselho: “aja duas vezes antes de pensar”. Faça o boicote aí e veja no que dá.

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